A exclusão social que afeta jovens portadores de deficiência no continente é uma “expressão fidedigna da crise na qual se encontra imerso o mundo de hoje", assinalam no documento.
Portadores de deficiência de oito países – Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica, Cuba, Equador, Nicarágua e República Dominicana - responderam à convocação da coordenação da Rede Ecumênica em Defesa das Pessoas com Incapacidade (EDAN).
A declaração aponta para a “globalização da solidariedade” como fator determinante e razões de esperança para o desenvolvimento das potencialidades de pessoas portadoras de deficiência.
No documento, jovens lamentam a deterioração dos recursos naturais, a brecha entre ricos e pobres, responsável pelo êxodo de latinos aos países desenvolvidos, o refúgio nas drogas e o avanço tecnológico que está sendo usado para o benefício de uma minoria.
Quanto ao mundo do trabalho, os jovens portadores de deficiência sentem com força o peso da discriminação, o que representa “um dos impactos mais negativos da crise”. Apesar da existência de legislação e políticas públicas que preservam o direito de pessoas com incapacidades, elas não são cumpridas.
Confiantes, contudo, que a crise não tem a última palavra, jovens portadores de deficiência depositam esperanças numa Igreja profética, no trabalho em equipe, no intercâmbio de experiências, o papel de protagonismo que cabe à juventude nessas condições.
O grupo manifestou-se desafiado e comprometido a “trabalhar pela irrupção renovadora e restauradora do Reino de Deus em nossa complexa contemporaneidade."